Sábado, Julho 05, 2008
Sou um leitor Expresso
E hoje reparei que no primeiro caderno que tem 48 páginas foram publicadas 10 fotografias de ministros:
- 5 do primeiro-ministro (entre a página 4 e a 11...)
- 2 de Mário Lino
- 2 (contando como uma todas as fotografias da entrevista) de Maria de Lurdes Rodrigues
- 1 de Manuel Pinho
E então?
Tudo normal com a excepção do anormal número de fotografias do primeiro-ministro. Teve direito a mais do dobro das fotografias da líder da oposição (2). Uma distração, estou certo, até porque Sócrates foi um dos protagonistas da semana ao confirmar que a crise existe e veio para ficar, mas não foi o único...
- 5 do primeiro-ministro (entre a página 4 e a 11...)
- 2 de Mário Lino
- 2 (contando como uma todas as fotografias da entrevista) de Maria de Lurdes Rodrigues
- 1 de Manuel Pinho
E então?
Tudo normal com a excepção do anormal número de fotografias do primeiro-ministro. Teve direito a mais do dobro das fotografias da líder da oposição (2). Uma distração, estou certo, até porque Sócrates foi um dos protagonistas da semana ao confirmar que a crise existe e veio para ficar, mas não foi o único...
Matéria de concorrência
A Sic acaba de contar que a crise chegou aos abutres. Têm falta de alimento e já atacam ovelhas de criação. Se a crise até já chegou ao desregulado mercado dos abutres o que dizer de tudo o resto?
Quarta-feira, Junho 18, 2008
Sexta-feira, Junho 13, 2008
1.8 milhões de portugueses têm seguro de saúde
Ou os portugueses andam endinheirados ou andam a jogar pelo seguro. Qual das duas será?
A solução
...para o "não" irlandês deve ser irlandesa. A Europa já esperou demais, é tempo de seguir em frente. Que se dê início às duas velocidades.
Pues que no
A crise dos camionistas acabou. O Governo pôs-lhe fim em três dias, com custos para o orçamento (mesmo que não os mais onerosos) e sobretudo para a autoridade do Estado. Mas terá falhado Sócrates? Gostava honestamente de dizer que não, porque acho que nas mesmas circusntâncias seria difícil fazer melhor. Mas não posso. É que subsidiar empresas inviáveis para estas sobreviverem mais três, quatro meses, é a pior maneira de lidar com a crise. E ignorar que se está a violar a lei é a melhor maneira de pedir que venham outros fazer o mesmo.
Terça-feira, Junho 10, 2008
Com nos preparámos para a bernarda (2)
Estava tentado a subscrever inteiramente o teu post, mas fiquei a pensar no problema e tenho que lhe fazer um acrescento. O caso, acho eu, é que o Governo de Sócrates nunca falou a verdade aos portugueses.
Sei, já sei que vais dizer "pareces a Ferreira Leite". Não sei se é o caso. De todo o modo, aqui fica a tese:
1. Sócrates chegou ao Governo e quis fazer o mesmo que Barroso com outro discurso. Ou seja, dramatizou o défice do Estado, pediu os mesmos (mais?) sacrifícios, aproveitou para fazer algumas mudanças importantes. Mas fez tudo isto prometendo, ao mesmo tempo, que faria a economia crescer cada vez mais, e sem nunca ter criado as condições para a reestruturação do aparelho produtivo nacional.
2. No fundo, Sócrates queria o que o ditado diz: "Sol na eira, chuva no nabal". O problema? É que, acreditando que o problema estava só no Estado e não nas suas próprias vidas, os portugueses seguiram em frente, como
é sempre mais fácil. Se estavam sobre-endividados, mais ficaram. Se trabalhavam pouco, pouco continuaram a trabalhar.
3. Hoje, nas ruas, encontramos todos a protestar contra o Governo. O que eu quero dizer é que, se tens razão nos três porquinhos, faltou-te dizer qual deles representa os portugueses de hoje e destes anos. Eu acho que nenhum. Mais perto deles, só mesmo a cigarra do costume.
Sei, já sei que vais dizer "pareces a Ferreira Leite". Não sei se é o caso. De todo o modo, aqui fica a tese:
1. Sócrates chegou ao Governo e quis fazer o mesmo que Barroso com outro discurso. Ou seja, dramatizou o défice do Estado, pediu os mesmos (mais?) sacrifícios, aproveitou para fazer algumas mudanças importantes. Mas fez tudo isto prometendo, ao mesmo tempo, que faria a economia crescer cada vez mais, e sem nunca ter criado as condições para a reestruturação do aparelho produtivo nacional.
2. No fundo, Sócrates queria o que o ditado diz: "Sol na eira, chuva no nabal". O problema? É que, acreditando que o problema estava só no Estado e não nas suas próprias vidas, os portugueses seguiram em frente, como
é sempre mais fácil. Se estavam sobre-endividados, mais ficaram. Se trabalhavam pouco, pouco continuaram a trabalhar.
3. Hoje, nas ruas, encontramos todos a protestar contra o Governo. O que eu quero dizer é que, se tens razão nos três porquinhos, faltou-te dizer qual deles representa os portugueses de hoje e destes anos. Eu acho que nenhum. Mais perto deles, só mesmo a cigarra do costume.
Segunda-feira, Junho 09, 2008
Como nos preparámos para a bernarda?
Se este Governo fosse um dos três porquinhos seria o do meio. Aquele que construiu a casa em madeira (teve mais trabalho do que o que a fez de palha e menos do que o outro irmão, que optou pelo cimento). Até trabalhou na consolidação das contas públicas, no acertar do passo nas reformas mas começou a ir para a praia com o sol de Março...



